Nuno de Almeida e Silva

Conversas & Carreiras

Carlos Sezões

Partner da Stanton Chase Portugal

Pode partilhar o seu trajecto profissional, até à data?

Iniciei o meu trajecto profissional no Banco BPI em 1999, como gestor de clientes PME’s. Assumi depois, em 2001, as funções de Account Manager do portal de gestão de carreiras expressoemprego.pt, no qual me especializei em estratégias de e-recruitment e employer branding. Em 2004, na área da consultoria de gestão, passei pela SIGH International e fui consultor de corporate governance e performance management na BI4all Consulting. Em final de 2006 fundei a LearnView, empresa de consultoria em gestão de Capital Humano e Formação – dedicada à optimização organizacional, gestão da mudança e desenvolvimento de competências nas áreas de liderança, eficácia pessoal e gestão comercial.

Desde 2010 que sou Partner da Stanton Chase Portugal (uma das 10 maiores multinacionais de Executive Search, com perto de 80 escritórios em 43 países) – em Portugal dedicamo-nos também às áreas de Talent & Leadership Consulting e Executive Coaching.

 

De forma resumida, quais as razões, os contextos, que aconselham uma empresa a recorrer a serviços de recrutamento profissional?

Basicamente, no executive search, a necessidade de encontrar os melhores profissionais de topo, num determinado mercado, para uma posição de elevada importância –  mitigando o risco e garantindo o alinhamento entre valores e expectativas pessoais e valores e estratégias da empresa. Em suma, assegurar que existe uma identificação forte, emocional, entre o profissional e a organização que recruta, que permita uma ligação de longo prazo.

 

 O mercado de recrutamento especializado passou por momentos menos felizes, nos anos mais recentes, fruto da menor actividade económica e do chamado ajustamento. Em seu entender, este processo contribuiu também para uma transformação do sector – se sim, em que sentido, o que mudou?

Essencialmente, o mercado “filtrou pela qualidade”, assegurando a sobrevivência das organizações mais orientadas para o cliente, para as suas necessidades e especificidades. Tornou, certamente, as empresas mais profissionais nas metodologias e nos seus “deliverables” e orientou muitos players de ofertas generalistas para especializações em “nichos”.

 

 Qual foi o pior dia profissional que teve até hoje – recorda-se? O que aprendeu?

Sinceramente, não me recordo. Mas estou certo os piores dias terão sido certamente aqueles em que achei que, por motivos vários, não correspondi ao que se esperava de mim.  Aí, aprende-se sempre a gerir melhor os nossos recursos tempo, energia, talento e prioridades. E, então, a fazer melhor no futuro.

 

Que conselho daria a um jovem profissional de Recursos Humanos, com ambição de construir uma carreira e de fazer a diferença? 

Daria três conselhos. Primeiro, que leia, observe e aprenda bastante sobre a evolução dos processos de gestão de pessoas, da teoria à prática, para adquirir robustez técnica; em segundo, que alargue horizontes culturais, interagindo com pessoas/ projectos de diferentes origens, nacionalidades (e, se possível, adquirindo experiência internacional) para ficar com uma noção mais exacta da diversidade deste mundo global; por último, que adquira ou reforce a sua literacia digital, com vista a compreender como as tecnologias vão mudar a gestão de pessoas nas próximas décadas (e poder liderar esta transformação, na sua organização, sempre que seja pertinente).

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